“Síndrome de Asperger” foi o nome dado, durante parte da história recente, a um perfil caracterizado por dificuldades de interação social e interesses restritos sem atraso clinicamente significativo de linguagem ou de desenvolvimento cognitivo.
Origem do termo
Hans Asperger descreveu, em 1944, um grupo de crianças com características que chamou de “psicopatia autística”. Décadas depois, Lorna Wing reintroduziu essas observações na literatura em língua inglesa e empregou o termo “síndrome de Asperger”.
A história de Asperger e sua atuação durante o regime nazista é objeto de investigação e debate historiográfico. Esse contexto é relevante para compreender por que muitas pessoas e instituições evitam hoje o epônimo.
Do diagnóstico separado ao espectro
A categoria integrou o DSM-IV e a CID-10. Em 2013, o DSM-5 reuniu diagnósticos antes separados sob “Transtorno do Espectro Autista”. A CID-11 adotou organização semelhante, com especificadores relacionados à linguagem funcional e à deficiência intelectual.
Uso social e histórico
Algumas pessoas ainda utilizam “Asperger” por identificação pessoal, por terem recebido esse diagnóstico no passado ou para discutir documentos históricos. Esse uso social não muda a classificação clínica atual.